sábado, 25 de abril de 2009

AO CADAVER

32 comentários:

  1. Admiráveis pela nobreza de cederem seus corpos ao estudo, seja quem tiveres sido...
    A toda sociedade que não conseguiu te enchergar e que por muitas vezes chegou até a desrespeitar...
    E é a mesma sociedade que hoje vossos senhores vêm ajudar...
    Aos senhores cadáveres desconhecidos por nome, mas conhecidos por suas nobrezas e suas mais ínfimas individualidades físicas...
    Corpos frios, porém sensíveis a qualquer agressão, que esconderam através da morte seus conflitos, angústias e fraquezas em qualquer condição...
    Só temos a agradecer companheiros cadáveres...
    Pois nem a ciência, nem nós, meros estudantes, teríamos êxito, caso os senhores não existissem.

    Nossos eternos agradecimentos.

    paula rodas.

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  2. A morte é assunto do qual pouco falamos e muitos tentam esquecer. Muito obrigado a você que mesmo esquecido quando em vida nos proporcionou tanto aprendizado e lembranças após a morte.

    Daniel Lopes de Oliveira

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  3. Este comentário foi removido pelo autor.

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  4. Infelizmente na sociedade injusta em que vivemos alguns indivíduos não tem sequer dignidade ao morrer, esquecidos são considerados indigentes.
    Para todos nós, o aprendizado adquirido com cada um daqueles corpos vai muito além das incontáveis lições da anatomia humana. Acima de tudo nos ensina a respeitar a morte, de uma forma mais serena e menos temida.
    Aquele ser que empresta seu “corpo morto” para o aprendizado dos outros merece ser saudado com pesar pelas dificuldades e tristezas em vida e com respeito ao corpo desfalecido, ainda capaz de fornecer inúmeros ensinamentos.
    Querido desconhecido nos resta agradecer com o compromisso de que o levaremos em nossas recordações.

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  5. De um ciclo voraz que se renova
    Nasce, insígnia de um mundo arsênico
    Morre esquecido, renegam-lhe a cova
    Emerge frio e estéril, e incensa ares acadêmicos

    Dessa ilustre matéria sob a manta
    Incidem aos olhos, nariz e garganta
    Seu último apelo por um reconhecimento ou mínimo afeto

    É o cadáver, o mestre objeto
    Que de um fôlego estático, quieto
    Faz-se fascínio e abastece a Ciência

    E por esse fim arbitrário e puro lamento sua sorte
    Mas do desfecho lúgubre da morte
    surge sua obra derradeira, talvez a mais evidente de sua existência.

    Igor Brandão

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  6. voto no do Bruno Vieira

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  7. Voto no Igor. Daniel Ferro

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  8. Voto no Igor. Nathália Ferro

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  9. voto no igor brandao

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  10. Voto no igão , t o do lado dele aqui em penedo!!! Ruralzao" Hehehee

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  11. Anterior - Joao Mamede"!

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  12. Voto no bruno...Tiago Bandeira

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  13. Voto na Paula. Carlos

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  14. De um ciclo voraz que se renova
    Nasce, insígnia de um mundo arsênico.
    Morre esquecido, renegam-lhe a cova.
    Emerge frio e estéril, e incensa ares acadêmicos

    Dessa ilustre matéria sob a manta
    Incidem aos olhos, nariz e garganta
    Seu último apelo por um reconhecimento ou mínimo afeto

    É o cadáver, o mestre objeto
    Que de um fôlego estático, quieto
    Faz-se fascínio e abastece a Ciência

    E por esse fim arbitrário e puro, lamento sua sorte
    Mas do desfecho lúgubre da morte
    surge sua obra derradeira, talvez a mais evidente de sua existência.


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