Admiráveis pela nobreza de cederem seus corpos ao estudo, seja quem tiveres sido... A toda sociedade que não conseguiu te enchergar e que por muitas vezes chegou até a desrespeitar... E é a mesma sociedade que hoje vossos senhores vêm ajudar... Aos senhores cadáveres desconhecidos por nome, mas conhecidos por suas nobrezas e suas mais ínfimas individualidades físicas... Corpos frios, porém sensíveis a qualquer agressão, que esconderam através da morte seus conflitos, angústias e fraquezas em qualquer condição... Só temos a agradecer companheiros cadáveres... Pois nem a ciência, nem nós, meros estudantes, teríamos êxito, caso os senhores não existissem.
A morte é assunto do qual pouco falamos e muitos tentam esquecer. Muito obrigado a você que mesmo esquecido quando em vida nos proporcionou tanto aprendizado e lembranças após a morte.
Infelizmente na sociedade injusta em que vivemos alguns indivíduos não tem sequer dignidade ao morrer, esquecidos são considerados indigentes. Para todos nós, o aprendizado adquirido com cada um daqueles corpos vai muito além das incontáveis lições da anatomia humana. Acima de tudo nos ensina a respeitar a morte, de uma forma mais serena e menos temida. Aquele ser que empresta seu “corpo morto” para o aprendizado dos outros merece ser saudado com pesar pelas dificuldades e tristezas em vida e com respeito ao corpo desfalecido, ainda capaz de fornecer inúmeros ensinamentos. Querido desconhecido nos resta agradecer com o compromisso de que o levaremos em nossas recordações.
De um ciclo voraz que se renova Nasce, insígnia de um mundo arsênico Morre esquecido, renegam-lhe a cova Emerge frio e estéril, e incensa ares acadêmicos
Dessa ilustre matéria sob a manta Incidem aos olhos, nariz e garganta Seu último apelo por um reconhecimento ou mínimo afeto
É o cadáver, o mestre objeto Que de um fôlego estático, quieto Faz-se fascínio e abastece a Ciência
E por esse fim arbitrário e puro lamento sua sorte Mas do desfecho lúgubre da morte surge sua obra derradeira, talvez a mais evidente de sua existência.
De um ciclo voraz que se renova Nasce, insígnia de um mundo arsênico. Morre esquecido, renegam-lhe a cova. Emerge frio e estéril, e incensa ares acadêmicos
Dessa ilustre matéria sob a manta Incidem aos olhos, nariz e garganta Seu último apelo por um reconhecimento ou mínimo afeto
É o cadáver, o mestre objeto Que de um fôlego estático, quieto Faz-se fascínio e abastece a Ciência
E por esse fim arbitrário e puro, lamento sua sorte Mas do desfecho lúgubre da morte surge sua obra derradeira, talvez a mais evidente de sua existência.
Admiráveis pela nobreza de cederem seus corpos ao estudo, seja quem tiveres sido...
ResponderExcluirA toda sociedade que não conseguiu te enchergar e que por muitas vezes chegou até a desrespeitar...
E é a mesma sociedade que hoje vossos senhores vêm ajudar...
Aos senhores cadáveres desconhecidos por nome, mas conhecidos por suas nobrezas e suas mais ínfimas individualidades físicas...
Corpos frios, porém sensíveis a qualquer agressão, que esconderam através da morte seus conflitos, angústias e fraquezas em qualquer condição...
Só temos a agradecer companheiros cadáveres...
Pois nem a ciência, nem nós, meros estudantes, teríamos êxito, caso os senhores não existissem.
Nossos eternos agradecimentos.
paula rodas.
A morte é assunto do qual pouco falamos e muitos tentam esquecer. Muito obrigado a você que mesmo esquecido quando em vida nos proporcionou tanto aprendizado e lembranças após a morte.
ResponderExcluirDaniel Lopes de Oliveira
Este comentário foi removido pelo autor.
ResponderExcluirInfelizmente na sociedade injusta em que vivemos alguns indivíduos não tem sequer dignidade ao morrer, esquecidos são considerados indigentes.
ResponderExcluirPara todos nós, o aprendizado adquirido com cada um daqueles corpos vai muito além das incontáveis lições da anatomia humana. Acima de tudo nos ensina a respeitar a morte, de uma forma mais serena e menos temida.
Aquele ser que empresta seu “corpo morto” para o aprendizado dos outros merece ser saudado com pesar pelas dificuldades e tristezas em vida e com respeito ao corpo desfalecido, ainda capaz de fornecer inúmeros ensinamentos.
Querido desconhecido nos resta agradecer com o compromisso de que o levaremos em nossas recordações.
voto na da paulinha...hheheh!!!!
ResponderExcluirDe um ciclo voraz que se renova
ResponderExcluirNasce, insígnia de um mundo arsênico
Morre esquecido, renegam-lhe a cova
Emerge frio e estéril, e incensa ares acadêmicos
Dessa ilustre matéria sob a manta
Incidem aos olhos, nariz e garganta
Seu último apelo por um reconhecimento ou mínimo afeto
É o cadáver, o mestre objeto
Que de um fôlego estático, quieto
Faz-se fascínio e abastece a Ciência
E por esse fim arbitrário e puro lamento sua sorte
Mas do desfecho lúgubre da morte
surge sua obra derradeira, talvez a mais evidente de sua existência.
Igor Brandão
voto no bruno vieira
ResponderExcluirvoto no igor brandao
ResponderExcluirVoto no do Igor
ResponderExcluirVoto no da Paula!!
ResponderExcluirvoto no do Bruno Vieira
ResponderExcluirvoto vo igor
ResponderExcluirDaniel
ResponderExcluirDaniel
ResponderExcluirIgor
ResponderExcluirVoto no Igor. Daniel Ferro
ResponderExcluirVoto no Igor. Nathália Ferro
ResponderExcluirvoto no igor brandao
ResponderExcluirVoto no igão , t o do lado dele aqui em penedo!!! Ruralzao" Hehehee
ResponderExcluirAnterior - Joao Mamede"!
ResponderExcluirVoto no bruno...Tiago Bandeira
ResponderExcluirVoto no Bruno
ResponderExcluirIGOR
ResponderExcluirbruno vieira
ResponderExcluirbruno vieira
ResponderExcluirIgor
ResponderExcluirvoto na paula
ResponderExcluirvoto na paula
ResponderExcluirPaula Rodas. Ronaldo
ResponderExcluirVoto na Paula. Carlos
ResponderExcluirvoto no Igor
ResponderExcluirDe um ciclo voraz que se renova
ResponderExcluirNasce, insígnia de um mundo arsênico.
Morre esquecido, renegam-lhe a cova.
Emerge frio e estéril, e incensa ares acadêmicos
Dessa ilustre matéria sob a manta
Incidem aos olhos, nariz e garganta
Seu último apelo por um reconhecimento ou mínimo afeto
É o cadáver, o mestre objeto
Que de um fôlego estático, quieto
Faz-se fascínio e abastece a Ciência
E por esse fim arbitrário e puro, lamento sua sorte
Mas do desfecho lúgubre da morte
surge sua obra derradeira, talvez a mais evidente de sua existência.
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